Werner VorstmanInstrumentos para ler as Escrituras com precisão
Instrumento II

O calendário

Escolha qualquer ano entre 1001 a.C. e 3000 d.C. O calendário mostra as fases da lua, os equinócios e solstícios, e as festas fixas que deles decorrem — com o dia da semana, o pôr do sol que abre cada dia e a data tanto no cômputo juliano quanto no gregoriano.

After Jean Meeus · Astronomical Algorithms, 2nd ed.

Meeus Almanac

New moons, full moons, equinoxes, solstices and the biblical feast days for any year from 1001 BCE to 3000 CE — with the weekday, the sunset that opens each day, and the date in both the Julian and the Gregorian calendar.

2026 CE
The year at a glance
New moon Full moon Equinox / solstice Feast day

Feast days

Holy convocation Feast Date Weekday Gregorian calendar Julian calendar Begins Ends
holy convocation falls on a weekly sabbath Sunset times are shown on your own clock.

Events

Event Date Weekday Gregorian calendar Julian calendar Time UT

The feast days

The feast dates follow the rule set given for this calendar, not any rabbinic or modern reckoning. Every day runs from sunset to sunset, so each feast begins at the sunset of the previous evening.

Two places are at work, and they are not the same one. The calendar is reckoned at Jerusalem, always: it is the sunset there that decides whether a new moon falls before or after a day boundary, and so which day carries which date. Moving the observer does not move a single date. What the observer sets is where you are standing — and that decides at what moment the day you have been told about actually opens and closes for you. The two sunset columns are computed for that place from Meeus chapters 12, 15, 22 and 25, and are shown on your own clock; for years outside the age of time zones they fall back to local mean solar time, and the line under the table says which of the two you are looking at.

Every month begins at the new moon. By rule 1, month I is the lunation that holds the first full moon after the March equinox — so that full moon lands on the 14th or 15th, at Passover, and the first day of month VII is a new moon as rule 7 requires. Pesach is the 14th, the Feast of Unleavened Bread runs from the 15th to the 21st, and the Day of Firstfruits is whichever of those days has its daylight half on a Sunday, so it always runs from sunset on Saturday to sunset on Sunday. The Feast of Weeks is 49 days later, again Saturday sunset to Sunday sunset. The Day of Trumpets, the Day of Atonement and Tabernacles fall on the 1st, the 10th, and the 15th to the 22nd of month VII.

Month I usually begins before the equinox: the rule asks that the month contain the first full moon after it, not that it start after it.

“New moon” here means the astronomical conjunction, the moment the Moon passes the Sun and is invisible. Counted from that instant, the full moon of month I falls on the 16th in 1860 of the 4001 years covered, the 15th in 1538, the 17th in 582 and the 14th in only 21 — that is, a day or two after Pesach on the 14th. A calendar that instead opens the month at the first visible crescent, one to two days after conjunction, moves the whole month later and brings that full moon back onto the 14th or 15th. Which of the two you mean changes every date on this page by a day or two.

In 64 of the 4001 years covered, the first full moon follows the March equinox by less than half a day; the page flags those, because a marginally different reading of “after the equinox” would move the entire year one lunation on.

How these dates are computed

Moon phases follow chapter 49 of Astronomical Algorithms: the mean phase from the lunation number k, then 25 periodic terms in the Sun's mean anomaly M, the Moon's mean anomaly M′ and its argument of latitude F, plus 14 planetary corrections. Equinoxes and solstices follow chapter 27 — table 27.A for years up to +1000, table 27.B after that, corrected by the 24 periodic terms of table 27.C.

The algorithms yield Dynamical Time. Times shown here are Universal Time, obtained by subtracting ΔT from the polynomial expressions of Espenak & Meeus, the standard extension of chapter 10 back to −500. ΔT grows from about a minute in 1900 to roughly 4¾ hours in 500 BCE, so it dominates every ancient date on this page.

Year numbering is astronomical: year 0 is 1 BCE, year −500 is 501 BCE. Before 15 October 1582 the Julian column is the date as it would actually have been written and the Gregorian column is proleptic; from that date on it is the other way round. The civil column is the darker one. The weekday is unbroken across the 1582 reform — it is derived from the Julian Day number itself.

Expect the moon phases to be good to about a minute for recent centuries and to a few minutes in antiquity; equinoxes and solstices to well under a minute after +1000 and within about a minute before it. The uncertainty in ΔT itself — tens of minutes at 500 BCE — is far larger than either.

Como as datas são obtidas

A astronomia é a de Jean Meeus, Astronomical Algorithms (2ª edição): o capítulo 49 para as fases da lua, o capítulo 27 para os equinócios e solstícios, o capítulo 7 para o dia juliano e o dia da semana, e os capítulos 12, 15, 22 e 25 para o pôr do sol em Jerusalém. Essas fórmulas dão o Tempo Dinâmico; os horários mostrados estão em Tempo Universal, obtido subtraindo-se ΔT segundo as expressões polinomiais de Espenak e Meeus.

ΔT não é um detalhe. Ele vale cerca de um minuto em 1900 e aproximadamente quatro horas e três quartos em 500 a.C. — a defasagem acumulada entre a rotação da Terra e o tempo uniforme. Para uma data antiga, ele desloca o resultado mais do que qualquer outra etapa do cálculo.

Onde o dia começa

Tudo nesta página depende de uma única escolha: o dia começa ao pôr do sol, não à meia-noite. Essa escolha não é minha. Ela está no texto, e de quatro maneiras ao mesmo tempo — a primeira das quais pode simplesmente ser contada.

Como aritmética. Dois mandamentos tratam da mesma festa, e eles precisam concordar. Levítico diz quais dias são:

No décimo quinto dia do mesmo mês é a festa dos pães asmos para o SENHOR. Por sete dias vocês comerão pães asmos. Levítico 23.6

A festa vai, portanto, do décimo quinto ao vigésimo primeiro dia. Êxodo diz quando se começa e quando se para de comer:

No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, ao entardecer, vocês comerão pães sem fermento, até o vigésimo primeiro dia do mês, ao entardecer. Êxodo 12.18

Conte. Se o dia começa à tarde, então “o décimo quarto dia do mês, ao entardecer” é o momento em que começa o décimo quinto, e “o vigésimo primeiro dia do mês, ao entardecer” é o momento em que termina o vigésimo primeiro. Entre os dois há exatamente sete dias: do décimo quinto ao vigésimo primeiro. Os dois mandamentos dizem, então, a mesma coisa.

Se o dia começasse de manhã, “o décimo quarto dia, ao entardecer” cairia no meio do décimo quarto — um dia antes do que diz Levítico —, e o comer também pararia meio dia antes. Os dois mandamentos se contradiriam então nas duas pontas. Só existe um cômputo em que eles se encaixam.

Como datação. No Dia da Expiação, a virada do dia não é apenas declarada; ela é usada para datar um dia.

Será um sábado de descanso solene para vocês, e vocês se humilharão. No nono dia do mês, ao entardecer, de tarde a tarde, vocês guardarão o seu sábado. Levítico 23.32

O Dia da Expiação é o décimo dia do mês (Levítico 23.27). Aqui ele é datado a partir da tarde do nono. Isso só é uma datação correta se a tarde do nono já pertencer ao décimo.

Na prática. Onde o texto mostra pessoas de olho no relógio, elas estão de olho no sol. Neemias manda fechar as portas de Jerusalém assim que começa a escurecer, antes do sábado (Neemias 13.19) — cedo demais, se o sábado só começasse na manhã seguinte. E em Cafarnaum uma multidão espera o sol:

À tarde, ao pôr do sol, trouxeram-lhe todos os enfermos e os endemoninhados. Marcos 1.32

Esperavam porque era sábado e não podiam carregar nada; ao pôr do sol, ele tinha acabado. Do outro lado dessa mesma fronteira está Lucas: é o dia da preparação, e enquanto José desce o corpo “o Sábado estava se aproximando” (Lucas 23.54). Um sábado termina ao pôr do sol; o outro começa.

E no relato da criação. A passagem mais conhecida vem por último, e de propósito.

Deus chamou à luz “dia”, e às trevas ele chamou “noite”. Houve tarde e houve manhã, o primeiro dia. Gênesis 1.5

A frase houve tarde e houve manhã volta em cada dia da criação: tarde, depois manhã, depois o dia contado. Ela combina com o cômputo a partir da tarde, e foi lida assim desde a Antiguidade. Mas também pode ser lida como uma fórmula de encerramento — a obra é feita na luz, e depois passam uma tarde e uma manhã. No mesmo versículo, além disso, a metade clara é chamada dia e a metade escura noite, de modo que a palavra ali cumpre duas funções.

É por isso que Gênesis está aqui embaixo e não no alto. Ele combina com o cômputo; não o decide. O que o decide são os mandamentos acima, e esses podem ser contados.

As regras que as festas seguem

Cada dia vai, portanto, de um pôr do sol ao seguinte, e cada festa fixa começa na tarde anterior à data mostrada. Cada mês começa na lua nova. O mês I é a lunação que contém a primeira lua cheia depois do equinócio de março — de modo que essa lua cheia cai na Páscoa, e o primeiro dia do sétimo mês é uma lua nova.

O texto não usa uma só palavra para esses dias, mas quatro, e elas não dizem a mesma coisa. A tabela as mantém separadas.

Festa fixa: o hebraico mo’ed, que a Bíblia Portuguesa Mundial traduz por as festas fixas do SENHOR. É o termo geral: Levítico 23.4 reúne debaixo dele todos os dias do capítulo — inclusive a Páscoa e o Dia das Primícias, que são dias de trabalho.

Santa convocação: miqra qodesh, uma reunião convocada. Sete dias do ano levam esse nome, e são os mesmos sete que a menorá da página inicial conta.

Descanso sabático: shabbaton. Ele vem além da santa convocação e só aparece na Festa das Trombetas (Levítico 23.24) e no primeiro e no oitavo dia da Festa dos Tabernáculos (Levítico 23.39).

Grande sábado: shabbat shabbaton, a designação mais forte de todas. Neste capítulo ela aparece só duas vezes: no sábado semanal (Levítico 23.3) e no Dia da Expiação (Levítico 23.32). Esse dia é, portanto, posto no mesmo nível do próprio sábado. A palavra grande não vem de Levítico, mas de João 19.31, onde no grego esse sábado é chamado “grande” (a BPM diz aquele sábado era um dia especial).

Três dias da tabela não levam designação de descanso alguma: a lua nova com que o ano se abre, a Páscoa e o Dia das Primícias. Não é um esquecimento. Nesses três dias se faz algo — a lua é vista, o cordeiro é imolado, o feixe é movido — em vez de descansar.

A Páscoa cai na tarde do décimo quarto dia, antes do pôr do sol. O Dia das Primícias e a Festa das Semanas vão ambos do pôr do sol de sábado ao pôr do sol de domingo, já que os dois são o dia seguinte a um sábado.

A primeira linha fica fora do ano e está ali para comparação. Levítico 23 se abre com ela, antes de qualquer das festas, e lhe dá exatamente as duas designações que o Dia da Expiação recebe mais abaixo.

DiaQuandoSanta convocaçãoDescanso
Sábado semanalLevítico 23.3grande sábado — Levítico 23.3
Primeiro dia do anoI 1——
Páscoa (Pessach)I 14——
Festa dos Pães AsmosI 15 – I 21dias 1 e 7 — Levítico 23.7-8—
Dia das Primíciasdentro de I 15 – I 21——
Festa das Semanas49 dias depoisLevítico 23.21—
Festa das TrombetasVII 1Levítico 23.24descanso sabático — Levítico 23.24
Dia da ExpiaçãoVII 10Levítico 23.27grande sábado — Levítico 23.32
Festa dos TabernáculosVII 15 – VII 22dias 1 e 8 — Levítico 23.35-36descanso sabático nos dois — Levítico 23.39

Primavera e outono

Tudo o que está acima pode ser calculado. O que segue, não: é uma leitura do calendário das festas que muitos comentaristas seguem, e está aqui como leitura, não como resultado.

As festas fixas formam dois grupos, com um verão vazio entre eles. O primeiro vai da Páscoa à Festa das Semanas; o segundo, da Festa das Trombetas à Festa dos Tabernáculos. Segundo essa leitura, os dias da primavera apontam para a primeira vinda de Yeshua (Jesus) e os dias do outono para a sua volta como rei. A menorá da página inicial mostra a mesma divisão: das sete santas convocações, três ficam na primavera e quatro no outono.

O que mantém os dois grupos separados não é a interpretação, mas o momento. Dos dias da primavera, o próprio Novo Testamento diz que algo se cumpriu neles, e nomeia o dia ao dizê-lo:

Dia O que o dia é em Levítico Onde o Novo Testamento o retoma
Páscoa (Pessach) o cordeiro imolado na tarde do décimo quarto dia (Levítico 23.5) 1 Coríntios 5.7
Pães Asmos sete dias sem fermento (Levítico 23.6-8) 1 Coríntios 5.7-8
Dia das Primícias o primeiro feixe movido, no dia seguinte ao sábado (Levítico 23.10-11) 1 Coríntios 15.20-23
Festa das Semanas cinquenta dias depois, dois pães movidos (Levítico 23.15-17) Atos 2.1-4

Com os dias do outono é diferente. Ali Levítico descreve o dia e o Novo Testamento retoma suas imagens — mas em nenhum lugar diz que o próprio dia foi cumprido:

Dia O que o dia é em Levítico Onde as imagens voltam
Festa das Trombetas um memorial ao som de trombetas, o primeiro do sétimo mês (Levítico 23.24) 1 Coríntios 15.52; 1 Tessalonicenses 4.16
Dia da Expiação o único dia em que o sumo sacerdote passava para trás do véu (Levítico 16; 23.27-32) Hebreus 9.24-28
Festa dos Tabernáculos sete dias morando em tendas, e um oitavo dia (Levítico 23.34-43) Zacarias 14.16-19; Apocalipse 21.3

Essa diferença é tudo o que sustenta essa leitura, e vale a pena se ater a ela: o primeiro grupo está ligado, no próprio texto, a um acontecimento; o segundo, não. Colossenses 2.16-17 chama esses dias de uma sombra das coisas que estão por vir — sombra de algo que já aconteceu e de algo que ainda está por vir.

Nada disso muda o calendário acima. Ele calcula os dias; o que eles significam fica fora dele.

E a lua nova?

Ela não está na lista de Levítico 23. O capítulo nomeia o sábado e sete dias anuais, e a lua nova mensal não está entre eles. Na maioria dos outros lugares ela é posta ao lado deles, e não contada entre eles: nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas (1 Crônicas 23.31) — três coisas em sequência, e o mesmo em Números 10.10 e Isaías 1.14.

Mas num lugar acontece o contrário:

Será dever do príncipe fornecer os holocaustos, as ofertas de cereais e as ofertas de libação, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele preparará a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel. Ezequiel 45.17

Veja a quarta expressão. Em hebraico ela não tem e: não é um quarto tipo ao lado dos três anteriores, mas um resumo deles. As festas, as luas novas e os sábados juntos são todas as festas fixas da casa de Israel. Ali a lua nova fica, sim, debaixo das festas fixas. Oseias 2.11 faz mais ou menos o mesmo, embora ali haja um e.

Há uma segunda razão para contá-la, e esta ninguém contesta: uma lua nova é, afinal, nomeada em Levítico 23 — a do sétimo mês. A Festa das Trombetas é ao mesmo tempo uma lua nova e uma festa fixa.

Que a lua nova era um dia em que algo acontecia está fora de dúvida. Uma oferta pertencia a ela (Números 28.11), tocavam-se trombetas nela (Números 10.10), e na fala comum ela aparece ao lado do sábado: Não é lua nova nem sábado (2 Reis 4.23).

Em resumo: no sentido estrito de Levítico 23, a lua nova não é uma festa fixa; no sentido amplo de Ezequiel 45.17, ela é. A tabela acima se atém à lista estrita, porque é ela que fixa as sete santas convocações. Mas o mês que a lua nova abre fixa todas as sete.

Onde há incerteza, e por quê

Em dois lugares, e vale a pena conhecer os dois antes de confiar numa data.

Os anos limítrofes. Em 64 dos 4.001 anos cobertos, a primeira lua cheia vem menos de meio dia depois do equinócio de março — num caso, quinze minutos. Uma leitura ligeiramente diferente de “depois do equinócio” empurra o ano inteiro uma lunação para a frente. Esses anos trazem um aviso na tabela acima, em vez de uma resposta silenciosa.

Conjunção ou crescente. A lua nova aqui é a conjunção astronômica, o momento em que a lua passa pelo sol e fica invisível. Contando a partir desse instante, a lua cheia do mês I cai no dia 16 em 1.860 desses anos, no dia 15 em 1.538, no dia 17 em 582 e no dia 14 em apenas 21 — um ou dois dias depois da Páscoa, no dia 14. Um calendário que, em vez disso, abre o mês no primeiro crescente visível, um ou dois dias depois da conjunção, empurra tudo para mais tarde e traz essa lua cheia de volta para o dia 14 ou 15. Qual dos dois você quer dizer muda cada data desta página.

Mais sobre essa escolha, e o que ela faz com a Páscoa →